sábado, 4 de agosto de 2018

A decolonialidade vive em nós, mas não é tão simples assim



A idéia de que somos um povo conquistado culturalmente, e que saímos da colônia, mas a colônia não saiu de nós, é instigante, mas contém diversas sutilezas. Uma delas é a contradição entre o militantismo fácil antiracismo e a ignorância quase absoluta sobre os povos africanos; outra, é a visão homogenizadora destes nesse conceito, ou mesmo como negros – nada a se opor, desde que seja respeitado a carga político-histórica de resistência e força dos descendentes de povos escravizados. Ocorre que os imigrantes haitianos e africanos que ingressaram aos milhares no Brasil nesses últimos anos problematizaram qualquer simplismo a respeito da questão racial. Pelo menos quando deles que tratamos.  Se repararmos bem, os negros imigrantes têm uma autoestima, no geral, diferenciada com relação aos negros brasileiros. Algo a ver com uma consciência de nobreza – já que suas ascendências, não raro, são fortemente ligadas a uma hierarquia política vinculada a países de governos com poderes monárquicos. E por causa disso o racismo enquanto estigma não os afeta em um nível tão profundo. É o que tenho reparado, na observação e convivência indireta com alguns senegalenses e haitianos. Os moçambicanos, por sua vez, tem uma formação cultural bem mais específica. E deles não me atreveria a comentar, a não ser destacar o contumaz bom humor como um traço inconfundível. Bem, o objetivo desta curta reflexão era apenas registrar, no dia de hoje, essa intriga que tenho em compreender melhor as culturas africanas, imigrantes ou descendentes. Precisaria para isso, todavia, muitas outras linhas, de leitura e escrita.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Encontrar um amigo é sempre abrir uma janela para o Paraíso

Nesses dias sombrios, é sempre bom olhar para o Sol. Sempre vale a pena os respiros dos encontros, mesmo que rápidos, mesmo que improvisados, mesmo que fora do Sinal Fechado. E nesta tarde de quinta, que tirei para resolver coisas, entre boletos e poemas, tive ganhos de vida. Ao passar pelo Largo Glênio Peres, ao lado do Mercado, avisto um idoso nada convencional, e reparando bem naquela barba branca, sob o chapéu inconfundível, descubro um amigo, ex-professor bukowskiano de outrora. Motivo nobre para um cafezinho e alguns minutos de reflexão sobre nossos tempos: sobrevivência, profissão, arte, história, e claro, Política. Sempre é um ganho esses momentos. Nos despedimos e, mais tarde – olhe como são as energias – passando por minha ex-faculdade avisto, mexendo em seu celular, um colega daqueles tempos; novos papos, renovadas lembranças, e claro, alguns comentários sobre o contexto social. Nesse meio tempo, vejam, pinta outra contemporânea da universidade, e nos juntamos, nós três, naquela intensa mistura de satisfação, análise de conjuntura e nostalgia. Falamos, por exemplo, sobre colegas de procedências modestas, que se formaram, como nós, em uma universidade pública, e que hoje andam ocupando espaços destacados pelos mundo das artes, da educação, da tecnologia e da política; sobre a distância abissal do discurso do Mercado, sobre a exigência que este faz de um “profissional crítico” e o quanto, na contradição disso, é a canalhice a mais premiada nesse mesmo ambiente, particularmente na imprensa; sobre o quanto a fome de Jornalismo campeia em nosso Estado, e claro, contagia as pautas, as telas e as mentes, como no País afora. Um desses colegas, que integrava o quadro da TVE, que já foi um oásis da comunicação inteligente por aqui, passou a ter sua trajetória e qualificação violentamente descartada quando foi transferida para uma “repartição” estranha à sua área, a partir da extinção daquela fundação pública pelo governo do Mdb de Sartori/Temer/Cunha - a mesma medida que afetou centenas de outros profissionais de gabarito, com o consequente desperdício de dinheiro público que o Estado investiu, por anos, por meio de estruturas, qualificações e tecnologias. Com o outro colega, hoje professor, conversamos sobre os caminhos para ensinar gente que vem da periferia e que, por isso, já respira todo dia as melhores pautas, no coração, na boca, na pele, precisando apenas formatá-las para um português ajustável aos panfletos das empresas que vão pagar seu salário no futuro, em troca de poder maquiar a sua produção textual, para agradar as classes A e B. E eu da minha parte, da minha corda bamba entre o mundo do dinheiro e o mundo da vida, mais ouvi do que falei; mas com a conversa, muito pensei sobre como a academia repete o mercado, e como esse pasteuriza nossos sonhos para movimentar toda essa máquina de engolir gente. E nisso, não pude deixar de lembrar daquele professor Bukowskiano, que dizia frases como "Jornalismo é Subversão!" , "Eu não tenho certeza de nada!", e "Eu não quero ser esquecido!". Bom, isso [parece] foi ontem, hoje, levanto e preparo um café, que o mundo não acabou, e nem o Bukowski que existe em cada jornalista não-resignado.

domingo, 29 de julho de 2018

Da Violência como negócio, método e sorriso


Sebastião Pinheiro*
A mim gosto dos reptos, principalmente aqueles que Einstein chamava de "treino cerebral ". Estou assustado com o uso da violência estrutural por "Vencedores e vencidos" no recente golpe legislativo no Brasil, que em nada foi original, pois o do Lugo pareceu-me preparatório. Mas está a soar como diabólico o que está em incubação, pois uma simples greve de camionistas, mesmo com look out de suas empresárias não pode ter a repercussão que teve quando paralisou o país.
Eu, na minha insignificância sabia o que aconteceria quando ouvir as primeiras notícias na rádio, como as autoridades que lidam com informações de agências especializadas em informação e inteligência, não se anteciparam para evitar o caos.
Minha humilde leitura é uma violência estrutural detalhada até as filigranas e continua a ser gerida pela mesma até o final das eleições. 

Começo pelo difícil que é como agricultor abordar um tema que é o campo de estudo dos finalistas das humanidades com um certo grau de especialização e experiência. 

Bem, na enciclopédia da web deparamos com definições:
"a violência estrutural é um termo específico atribuído a Johan Galtung, que introduz no artigo " violência, paz e investigação sobre a paz"(1969).
Refere-se a uma forma de violência. Em que a estrutura social ou a instituição social pode prejudicar as pessoas impedindo satisfazer as suas necessidades básicas. O adultismo institucionalizado, a discriminação por idade, o classico, o elitismo, o etnocentrismo, o nacionalismo, o especismo, o racismo e o sexismo são alguns exemplos da violência estrutural proposta pela galtung.
Segundo Galtung, em vez de transmitir uma imagem física, a violência estrutural é um "impedimento evitável das necessidades humanas fundamentais". como é evitável, a violência estrutural é uma causa elevada da morte prematura e da deficiência desnecessária. Dado que a violência estrutural afecta as pessoas de outra forma na estrutura social, está muito relacionada com a injustiça social. Diz-se que a violência estrutural e a violência directa são altamente interdependentes, incluindo violência familiar, violência de género, crimes de ódio, violência racial, violência policial, violência estatal, terrorismo e guerra".
 Não sei porque eu lembrei de Dan mitrione, um agrônomo yankee que praticou no Brasil durante uma década torturas sobre cidadãos que lutavam contra a ditadura, que por incompetência tinha que aceitar como diplomata a um agente do FBI "Especialista em tortura" (foto). Isso é o que diz a mesma enciclopédia. No meu sarcasmo crioulo acho que o pior é que, por formação profissional, o referido criminoso era um charlatín, pois a Agência Federal de pesquisa dos Estados Unidos tem uma demanda de crédito para a tarefa, e a agronomia está à luz do tempo. Do corpo psicossomático das suas vítimas. 



Serei um bronco, quase cretino, pois vejo muita diferença entre os Estados Unidos da América, a guerra fria na América Latina e a repressão do império no século XXI, na ordem da omc. Posso afirmar isso com convicção, pois estudando encontrei a minha verificação lógica.


Os tenentes-Coronéis da força aérea de James Elmer Mitchell e John Bruce Jessen com doutorado em psicologia ganharam 81 milhões de dólares para desenvolver as técnicas de tortura utilizadas em todo o mundo através de "Terceirização" com alta rentabilidade para os órgãos de Inteligência Ianques: The Karachi enredo, the heathrow enredo, the " Second wave," the guraba cell, issa al-Hindi, Abu Talha Al-Paquistanês, hambali ' S Capture, Jafar Al-Tayyar, dirty bomb enredo, shoe bomber, E SH (a) Kai (Paquistão) [a trama de karachi, a trama de heathrow, a "segunda onda", a célula de guraba, issa al-Hindi, Abu Talha Al-Paquistanês, captura de hambali, Jafar Al-ao. Tayyar, a trama da bomba suja, bombardeio de sapatos e sh (a) Kai (Paquistão)]. 
A Cia conclui que as técnicas melhoradas de interrogatório foram fundamentais para evitar que os terroristas islâmicos lançaram um ataque espectacular contra os objectivos ocidentais após 11 de setembro de 2001.

O que corrobora a minha ousadia é que o ten. O Coronel Jessen por sua projeção religiosa foi ordenado "Bispo" na igreja dos mórmones nos Estados Unidos, até que descobriram a sua vida clandestina. O ten. Couve. Oliver North Usm, (foto) vinte anos antes não teve sorte e teve que aguentar o peso do escândalo irão-contras relacionado com o tráfico de drogas, armas e outros... bom, a chefe da Cia (foto) tem o mesmo. Tatuagem da Sabrina Harman? E Filho de Dan mitrione, também agente do FBI foi condenado à prisão por receber gorjetas do tráfico. 




A violência estructral da nossa "GREVE-Lock out" tem um cenário a ser descodificado, tanto por vencedores como pelos vencidos. O mesmo acontece com o narcótico, pois bandidos só têm poder quando estão mobilizados com políticos.

Nossa violência estrutural transcendental questiona: pode o 7 x1 na copa f.i.f.a de 2014, como denunciou o FBI ser apressada?
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*Engenheiro agrônomo, ambientalista e escritor

domingo, 24 de junho de 2018

Histórias do Araguaia e a luta na construção do biopoder caipira

Sebastião Pinheiro*

Estou desde que estive com os apurinãs na terra caititu extractivistas de borracha e castanhas do Rio Juruá desenvolvendo a técnica camponesa (embasada na cromatografia de pfeiffer) para detecção de huminas que sucuestran gases do efeito de estufa e os aprisionam no solo.

Agno3 + Co (nh2) 2 → Agocn + nh4no3; esta é a sua equação e consegui-la na noite na margem do Rio Araguaya em viagem recente, depois de estar na aldeia eteweewaue, xavante pelo que resolvi reescrever-lo. Postado no facebook, pois é possível que agora fique mais clara a sua leitura.

Não há civilização sem muita água. Por exemplo, quem seria nezahualcoltl sem os lagos perto texcoco, hoje cdmx. Em seguida, um rio pode subir em busca do futuro, felicidade, ou descer em busca da esperança ou salvação. Na minha juventude atingiu ler o autor uruguaio-Missionário Horacio Quiroga, no conto "la yarará". Na subida, por outro motivo, tenho procurado a minha identidade, que não é o número em meus documentos e suas descrições policiais.

Sim, estou cada vez mais perto do meu nascente, quando muitos estão vegging na Foz à espera da passagem inexorável. Por agora estou no araguaya, onde muitos jovens foram enterrados clandestinamente por se opor ao regime da ditadura imposta pela guerra fria. Eles foram mortos, mas os seus sonhos nunca serão destruídos, pois são o motor da história. O lugar é berço de sonhos e memória ainda desfocada na história.

No evento de sementes perguntei a orame, um jovem nativo do xingu nascido nos últimos anos do século xx com cerca de 22 anos, sobre diacuí, uma Índia do "povo kalapalo" que tornose nacionalmente conhecida como a Cinderela dos trópicos em 1952, quando eu tinha somente 5 anos de idade, meio século antes do nascimento de orame. A minha pergunta procurava testar o poder da oralidade. Sem muitos detalhes, ele conhecia a história de diacuí. Voltei para casa e comecei a estudá-la.



Ela foi levada para o rio de Janeiro, por Ayres Câmara Cunha, um "Sertanista" (antropólogo que trabalhava na Fundação Brasil central e desejavam tirar os nativos do barbaridade, contrariando os cientistas do serviço de pretección aos nativos, contrários à ignorância de ignorância. Os europeus e as suas caricaturas não ambientados ao Brasil).


Com a imprensa, sempre a imprensa, a diacuí foi transformada numa figura. Há ruas em Porto Alegre com o seu nome; bairros residenciais em Goiânia, hortas e vagas por todo o Brasil... eles casaram a igreja da Candelária onde casam os plutocratas nacionais com a apresencia e patrocínio de ministro de estado, que era uma democracia Recente atendendo à ordem da guerra. Na sua casamento não estavam nenhum parente, nem membro do seu povo kalapalo...

No Brasil é assim, os "Newcomers" São canibais e a gente produtos de consumo. Ela morreu no parto, mas sua filha tem quase a minha idade e foi conhecer o povo de sua mãe, recentemente, sob o patrocínio da tv globo... não devo dizer mais nada. Pobre Cinderela. Eu também não posso dizer, mas um blog suges que o sertanista, não pretendia "Civilizar" ou remover do barbaridade indígenas, mas conquistar um grande território.


Como Desenhos Animados, continuava o que a coroa inglesa determinou John Rolf para casar com a Pocahontas, para poder capturar a produção de tabaco na Virgínia e compartilhar com espanhóis e portugues no mercado do narcótico.

Sim, somos caricaturas, mas o rio culuene continua o mesmo correndo para o xingu, pois a vida não pode parar. A oralidade carijós é superior à escola estrangeira como eu queria demonstrar... posso retornar ao Rio Araguaya...

Tive a bênção de conhecer dom Hélder Câmara e dom Pedro Casaldáliga, bispos identificados com o ser humano, em seus plenitudes materiais, e agora voltei a encontrar dom Pedro já bem idoso e admirar de juntinho o vigor que a sua figura emana na primazia de são. Felix do araguaya. Nem a doença consegue quebrar o seu brilho.

Na TV não vemos a notícia ou a informação. Vemos aquilo que interessa ao poder do império e dos seus sendo (careçam). 


A reflexão é necessária, vemos nos meios de comunicação os problemas no médio oriente, em particular na faixa de Gaza, onde um povo retirado de suas casas foi confinado em uma prisão a céu aberto. Não há como não ficar posicionado quando se vê crianças, mães, jovens a pedras aos soldados, como o jovem David tentando eliminar um Golias de alta tecnologia, recursos e apoios.

Em 1965 um povo nacional, os Xavante (Akuen, a ' Uwe, akwe, awen, ou akwen) foram expulsos de suas terras desceram os rios do desespero, feitos escravos, depois o desterro sofrendo epidemias causadas pela má alimentação e privação. De liberdade... Já há muito que li em dee browm, em " Bury my. Heart at wounded knee ", com a grande caminhada, genocídio, também planejado, Norte-Americano, que depois de forma utilitária usou a língua delaware-Lakota como código militar para derrotar o Japão na guerra.


As terras xavantes foram "vendidas" e entregues ao latifundiários ariosto da Riva (Fazenda sua missú) pelo governador do Mato Grosso em 1950 apoiado, depois pelo regime militar de 1964 muito temerosos com a revolução cubana. Haverá isso ocorrido só por corrupção ou por uma ordem do império para criar uma "base camuflada" para sufocar qualquer rebelião nativa, como foi feito com o projeto jarry no Amapá? Para a história há tempo, mas os humanos não.

"Marãiwatsédé", em língua xavante, significa mata densa, que em português pode ser traduzido por " Mato Grosso " que dá nome ao estado. No Brasil sempre a corrupção anda ao lado da ignorância dos que mais foram para a escola.

Conviver alguns dias com alguns nativos brasileiros (Carajás, xinguanos ou xavantes), somente permite perceber que uma "Faixa de Gaza" não está dentro da tv no horário nobre das notícias, mas está mais dentro da nossa sala do que o próprio aparelho. Como ação de doutrina e controle.

A nossa educação, em todos os níveis, não permite conhecer a realidade, apenas a fantasia alienadora dos meios de comunicação. Um candidato a governo do estado disse em alto e com tom, que " os seres humanos de povos nativos ou adventícios que chegaram contra a sua vontade como escravos são a pior coisa que há na sociedade local e nacional." está é a formação universitária nacional. .

Esquecemos o primeiro indígena Deputado Federal Mario Juruna. Esquecemos a gravação da banda de heavy metal " sepultura ", de " raízes " com eles na campanha contra a fome. Nem sabemos quem foi o John Carter e a sua doação em comida...

Mas a resistência venceu o ódio. Hoje os xavantes depois de muita luta e sofrimento retornam para casa reconquistaram seu território, sem árvores, totalmente devastados sem caça, sem peixes, suficientemente envenenado por uma agricultura predadora pelo agronegócio, mas com a esperança de subir o rio para voltar para suas casas.




Nas aldeias de seus ancestrais, onde permanecem vibrando suas divindades e depois, as matas voltarão a sorrir e chorar ao vento, e o tambor dos pés na terra ecoarão nas aldeias.

O Promotor Federal cumpriu a constituição e cobra uma punição ao governo por 60 anos de exílio confinamento e desmoralização e genocídio cultural. Na Vila Etewauwe do cacique Davi, filho de tiburcio e sobrinho da Januário encontrei tantas crianças, que trazem a esperança que depois eles vão estar em boas escolas étnicas harmonizando as tamanhos de sua cultura e identidade nacional. Também me deixou feliz nessa subida do araguaya é saber que eles, na retomada, estão produzindo alimentos para as outras aldeias: Solidariedade e fraternidade. Isso está no seu sangue e espiritualidade.

Descobriu-se que o povo nativo karatiana não sofre de hepatite (porque no soro de seu sangue há anticorpo ao vírus), então seu sangue passou a ser procurado pelos gambusinos da biotecnologia (genoma humano). O estudo genético de 2015 conclui que as origens dos karitiana, xavantes e paiter-Surui têm ancestrais em populações da australásia, ilhas andaman, nova Guiné e Austrália.

Os cientistas especulam as suas relações com a "população e ", de onde ambos os grupos divergiran entre 15.000 e 30.000 anos atrás e migrarão rumo ao norte até chegar ao interior do " Marãiwatsédé " e dar nome a um estado.

A esperança em ver jovens que, hermanadamente promovem e organizam a recoleta de sementes, a sua distribuição e sementeira para fixar os gases do efeito de estufa no solo e na selva que tempos onde antes só havia a devastação da pecuária do agronegócio promovida pelo agronegócio. Mesmo governo inepto do "Waradzu" (branco). A obra da primazia é fantástica, merece receber o Nobel da paz pelas suas ações diversificadas em favor dos mais humildes.

Subindo o araguaya vou cantando a música do jangadero (os fronteiriços, Argentina): " Rio abaixo, Rio abaixo vou levando está jangada...". se, com consciência vou satisfeito por ter recebido a mão do guardião do tempo. Pelo menos uma das nossas " Cintas de Gaza ", está com os seus dias contados, antes de chegar à nascente destruiremos todas as " Cintas de Gaza ". E a luta segue e segue na construção do biopoder caipira, Zapata vive. E vive nas águas do araguaya... Enquanto faço os cromas de huminas, pois a técnica está mais próxima.
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*Escritor, ambientalistas e engenheiro agrônomo e florestal.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

De los Sapos, Los Ratones e Los Demônios




Sebastião Pinheiro*

Na piada: acontece que são Pedro promoveu uma festa no céu para todos os bichos. O sapo gritou, viva, magnifico, fantástico... o que desgustó o organizador, que avisou: todos estão convidados, mas os animais de boca grande não entram. Ao que o sapo fazendo a sua boccara bem chiquita disse pobre o crocodilo.

Na sociedade vivemos; e na soc. Industrial aprendemos e somos impedidos de falar sobre coisas, para não perder dinheiro por isso se mantém o silêncio obsequioso ou de ignorância, conforto e alienação. Fora dessa piada-Fábula, eu não sabia que no estado onde eu vivo uma empresa ia extrair fosfato. Comecei festejando... fui estudar..



Esse é um assunto que me interessa há muito tempo. Eu estudei, que todas as grandes reservas de fósforo estão perto do mar como matchy por reunir cadáveres de animais no passado ou apatite como rochas também em bacias sedimentares.

Religiosos, militares e outros estão muito preocupados, pois o maior problema de diferentes nações agrícolas hoje em dia é que o único a produzir fósforo é a empresa cargill, também monopolista do sal de cozinha e grande vendedor de grãos (trigo, soja, cevada, Centeio, arroz etc. ) no mundo. Eu disse religiosos e militares sem provocar o pleonasmo.



Petrobrás habilita que os poderosos lavem dinheiro, baixando ou aumentando o rendimento do produto obtido conforme seus interesses, mas esse é um problema fiscal do estado para a população o problema é bem mais grave, como a devastação, poluição e desastres. Um dos livros que mudou a minha vida, iniciada com uma " Infância à Oliver Twist ", foi " revolta dos ratos " do colombiano Fernando Soto Aparício (FOTO), longe de muitos outros, o livro que marcou minha cidadania na sua nacedero em 1968 Na Argentina. Foi o último livro que li em voz alta para a minha mulher no seu leito de passagem, até poucas horas da sua morte.


Voltemos ao fósforo, que é estratégico tanto para religiosos, quanto para os militares. Será permitido pela cargill esse namorico, quando a ditadura militar, dizer assassina é pleonasmo para o state dept., foi induzida a financiar um bnh no bairro de peixinhos, sobre a mina, a céu aberto, de matchy de Olinda como faz 3 Anos puestamos no facebook; o segundo maior depósito do planeta em baja Califórnia também está como reserva de mercado para seus donos, igual ao de rondonia...

Tanto a apatite quanto a monazita são fontes de fósforo contendo agregado minerais radiativos como o thorio, urânio e metais pesados tóxicos como cádmio e chumbo além de terras raras estratégicas, hoje dominadas pela China e que tem os EUA muito preocupados, com o controle de de. Os preços e flui de produção. Algo que já na união europeia nos anos 70 não aceitava níveis de metais pesados nas suas importações, o que aumentava a poluição nos países da América Latina, onde o governo entendia a questão ambiental como um entrave.

Sem as " terras raras " (as duas linhas abaixo do centro da tabela periódica com lantanídeos de 52 a 75 e actinídeos de 89 a 121) não há a " Guerra nas estrelas " De Reagan ( 1980-8), nem satélites ou celulares e ter isso nas mãos dos chineses é não ter força política imperial para comandar o mundo. Há cerca de dez anos na tv gringa é o debate mais estratégico analisado. É mina de fosfato ou de urânio e terras raras?

Bem há um empreendimento de Petrobrás de fósforo na parte sul do estado do Rio grande do sul para produção de fósforo e urânio, naturalmente festejado por governantes pelos impostos oficiais e as doações compulsórias ou propina apoiadores (subornos).

Sobre os órgãos ambientais, sem comentários, ou melhor, recordemos o que um ministro britânico disse nos anos que se seguiram à conferência das Nações Unidas, em Estocolmo, em 1972:

"as funções dos órgãos do ambiente nos países periféricos são: "impedir que o ambiente traga prejuízos aos empreendimentos económicos financeiros".

ou seja eles querem que os periféricos adquiram créditos, tecnologia e serviços dos países centrais que não têm nem natureza, nem meio ambiente, mas a mercantilizan como ninguém no Mundo.

Há que se preocupar com o potencial de poluição não só com chumbo, destruidor do Império Romano (Saturnino), mas com os lantanídeos e actinídeos, pois na região de três autoestradas temos a bacia hidrográfica do Rio Camaquã terceiro mais importante contribuinte da Lagoa de Camaquã. Os Patos de grande importância para uma região carente de água e com o seu uso na agricultura e berço lctícola (camarão).

No passado autoritário recente, uma das primeiras privatizações que foi feita no Brasil ainda em plena ditadura explícita foi a das minas de ouro do grupo pignatari no Rio Camaquã no final dos anos 70. Dinheiro público transformado em privado e um. Passivo financeiro novamente tornado público, como é bom ser liberal com o dinheiro do povo.

Agora vejo um empreendimento de fosfato, terras raras e urânio e me pergunto: fora da comoção nacionalista por carência de fosfato (eu sei das reuniões militares sobre o tema), haverá sustentabilidade nesse empreendimento ou temos algo como o ocorrido com a mina de fosfato. Ouro citado, que por dados analisados na furg detectarão chumbo, cádmio e outros metais pesados há 30 anos atrás.

Na Tecnologia é necessário precaver-se e não festejar como o sapo e ter que fazer a boca pequenininha depois.
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*Engenheiro Agrônomo, ambientalista e escritor

sábado, 5 de maio de 2018

"Solo le pido a Diós", por Léon Gieco


Los hermanos estão muito mais próximos de nós do q nossa limitada classe média patopolense possa enxergar, sustentar ou imaginar; o mito da aversão Brasil x Argentina é só mais um dos tantos inventados e cultivados entre as nossas elites americanas, de mentes eurocentricamente colonizadas. "América Latina, una solo frontera, el Mar".







*A canção "Solo le pido a Diós", de Leon Gieco, entoada por artistas argentinos, no encerramento do ato em defesa da democracia no Brasil e pela liberdade de Lula, em 1º de Maio de 2018, em Buenos Aires, Argentina.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Bergmann e a alma humana

Na "Roleta" q gosto de apostar na Sala Redenção, tive ontem, outra vez, uma surpresa; querendo ver um filme leve, me deparo com Bergmann: Face a Face. A protagonista é interpretada intensa e introspectivamente por Liv Ullmann, na condição de uma psicanalista cercada por crises não superadas da infância, que povoam seus relacionamentos presentes, via pesadelos e medos, em um nível torturante. Ao revelar os bastidores da vida desses profissionais do inconsciente, o diretor sueco escancara fragilidades de todos nós; no quanto a memória é viva; no quanto o desespero pode se disfarçar em gestos e olhares simples do cotidiano... tão atual quanto assustador.










quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dos momentos


Imagem: http://crocomila.blogspot.com.br/

Pouco a dizer nesses tempos sombrio de Golpe que se vive nesse Brasil; mas, a vida continua e o sol nos pede, diariamente, a necessidade de viver e sonhar – assim mesmo, junto. Ontem, ao no deslocamento infortuno para uma aula que não teve, ganhei a noite no encontro com um amigo, desde o restaurante universitário, em uma conversa que foi da Arte à Política; da Sobrevivência ao Amor, da Academia à Rua. Curiosamente, esse meu colega não tem usado ônibus, por razões financeiras e filosóficas, faz um longo deslocamento diário entre a residência e o Centro, onde estuda um percurso de bicicleta. Daí, isso permitiu um tempo, que não costumo me dar, para várias coisas: contemplar a paisagem urbana, refletir sobre o momento atual brasileiro e o meu momento e sobre as perspectivas na universidade e fora dela. É interessante sempre percebermos o quanto podemos perder ou ganhar em meio a uma caminhada, e aqui me refiro a caminhada longa, aquela dos objetivos. Às vezes, parar e perder alguma coisa é ganhar muito, em termos de tempo. Assim, acordamos, comemos, viajamos, estudamos, pagamos, sempre na pressa, e a vida e seus detalhes vai se perdendo. E nessas partículas de momentos há muita coisa rica, que é preciso valorizar. A arte pode ajudar nisso, mas há também uma margem de opção nossa, individual, que precisa ser manifestada. Dela pode depender uma vida mais intensa, no sentido espiritual.

terça-feira, 20 de março de 2018

Da periferia ao Centro

19 de março, mais um dia em uma capital brasileira.

Cinco dias após o a execução covarde da vereadora Marielle, no RJ, cá no Sul, vou vivendo, tentando entender tudo isso.

Agora sem celular, pois fui roubado dentro do ônibus, por um assaltante aparentemente tão desesperado quanto truculento, me sinto meio aliviado, de certa forma. Precisamos tecnologia, sim, mas ela nos escraviza. Andar, em silêncio, enriquece muito. Tipo as andadas que dou, diariamente, do bairro ao centro, de minha cidade.

Foi numa destas, na fila da Lotérica, que observava como é dinâmica e fria o atendimento das caixas. Aí me ocorreu porque os banqueiros dispensam tanto o atendimento face-a-face. Além de custoso financeiramente, ele aproxima as pessoas. E isso esclarece, o que é perigoso. Um idoso, por exemplo, se queixava que havia se enganado quanto ao valor do saque. A atendente berrava do outro lado: mas o senhor confirmou, mas o senhor confirmou!!! No fim, tudo corrigido e ele se despediu desejando bom dia à moça, que respondeu desajeitada.

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A universidade, por outro lado, prossegue distante de tudo, apesar de tão próxima. Parte da periferia, uma parte bem inexpressiva, está lá. Mas não representa ainda quase nada. As mesas grandes, que outrora aproximavam, agora são mesas redondas, que poderiam aproximar mais, senão fosse o individualismo que impera e as torna particulares. Não raro ver estudantes comerem em mesas sozinho e a maioria interagindo com dispositivos móveis enquanto comem, o que se replica também nos transportes coletivos, bares e até nas ruas. 


Na faculdade, há o medo de uma esquerda que não existe mais. Sim, das faculdades mais atrasadas, cabeças do século passado prosseguem pensando que Lula e o PT são uma ameaça. No elevador, encontro um professor, ou sei lá o que, que diz: Maluf é petista. Aqui são petistas. E eu respondo “... ainda se fossem PSOL” (Partido da vereadora assassinada).. foi só o que me ocorreu antes da porta do elevador fechar.

O campus tem mais cores étnicas, mas de fundo, vai demorar muito para democratizar de vez. Isso é lento, há mentes e culturas encasteladas. De qualquer modo, há um movimento silencioso por indígenas e quilombolas que não se aquietam, que teimam em lá preservar as vagas conquistadas pelas cotas, mesmo havendo muitos querendo os tirar de lá.

No prédio da medicina, o medo é o que impera. Ali fica bem mais nítido o controle e o terror contra a ameaça externa, que vem contagiando a todos nos últimos anos. Não bastasse muros, grades, guardas, alarmes – como a maioria das faculdades, lá também há um rigoroso sistema de cartão eletrônico que é preciso para passar por roletas.“Quero só ver os murais”. – em que andar? Pergunta o guarda sem entender. “Qualquer um, eu quero só ver os murais, gosto de acompanhar atividades e cursos”. – Ok, identidade e cartão UFRGS. Vai no protocolo! Vou lá, mas só passo na frente, o que queria estava nos corredores. Ele não entendeu.


Apesar de tudo, há gente que quer mudança por lá, que sobrevive nesse labirinto, dialogando diariamente com suas raízes das periferias. Eis aí a esperança. Adversos aos playboys que passam as manhãs nas mesas de sinuca dos campi – e que jamais são rotulados de vagabundos, como o pessoal que joga futebol nas peladas das vilas – o acadêmico das periferias enxerga os dois lados e precisa sobrevier.

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Passando pelo centro, nas ruas, muitos haitianos e indígenas, na condição de migrantes e sobreviventes, dá um ar diverso à rua, mas não era bem esse que eu queria. Sim, a diversidade étnica é salutar, porque demonstra que a rua é pública. Mas, nesse caso, em Porto Alegre, o que há mesmo é pedintes dessas etnias. E muitos zumbis par um lado e outro.

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As escolas técnicas foram uma grande conquista. Mas, como tudo que é publico, padecem do sucateamento. Prédios imensos disponíveis a burocratas, mas subutilizado por quem mais precisa.

Em toda parte a burocracia virtual dificulta ainda mais a vida de quem não tem acesso. “Use a senha” (como?). Acesse (de que maneira?). “Imprima” (onde?). A exclusão digital é tão galopante. E tem lógica.

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Para o deslocamento para as cidades da região metropolitana a o preço da passagem é pela hora da morte. Dá para entender, por aí, que além do desemprego, a inviabilidade da mobilidade é outro fator central gerador da violência. O estado é violento quando omite direitos e acessos. Mas o mercado é enfático também, no seu discurso e na sua realidade.

Na região metropolitana as cidades são grandes, mas pequena. Comércios ativos, mas sem gente com dinheiro, tudo quebra.

A estrutura pública é deficiente, por sua vez, apesar de arrecadar muito. Não se investe em serviços de qualidade para o público. Ali deveria haver competência e qualidade, mas pública. Infelizmente, porém, o sucateamento também é gritante.

Andar é bom, mas cansa. Daí, porque, é preciso viver por dentro para sobreviver a tantas insanidades.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Um pá de motivos para pensar na direção contrária

Sebastião Pinheiro*

É desesperante a realidade da agricultura mundial, principalmente a de ejidatários, agricultores familiares, populações indígenas e outras populações tradicionais.

A situação é tão catastrófica que começa atingir os agricultores comunitários do pac da UE e os membros do FB (National Farmers Bureau) dos EUA.


E os problemas são em todas as frentes e atividades no solo, água, natureza, clima, estrutura da propriedade, políticas macro e micro para a agricultura, velhice, juventude, religião e espiritualidade. Não há um item sequer onde se possa dizer que há uma réstia de luz ou esperança.

No entanto, nos meios concessionados de comunicação ou aparelhos de educação a única coisa que se vê são informações comerciais financiadas pelos interessados em veiculá-las sem honestidade, ética ou mínimos valores morais e de cidadania. As academias estão subordinadas aos interesses de mercado das corporações, agora governo.

Se quiséssemos resumir o que se passa com a humanidade, a palavra é despejo de valores a favor do dinheiro, não interessa como é obtido.

Sofro, pois passei a minha vida estudando contra o envenenamento e contaminação de populações ignorantes ou humildes pelos riscos dos venenos militares impostos aos camponeses (defensivos, agrotóxicos, remédios, agrofármacos, etc. ). Muito na mão da ditadura militar, mas fiz-lhes um bom dano. 


Hoje, fico envergonhado com o que vejo nas academias, universidades, governos, meios de comunicação e sociedade, pois é cumplicidade com o que é chamado de agronegócio. Os seus porta-vozes agem como animais treinados com "reacções pavlovianas" e nada é mais pensado ou meditação de uma realidade singular que exige, em cada caso, um leque de soluções que adequasse a níveis econômicos dos atores, - diferente do que existia até mesmo nos pacotes tecnológicos norte-americanos, impostos às empresas de tecnologia do continente e mundo nos interesses das fundações de "Auto benemerência" gringas, alemãs, japonesas, britânicas, francesas e outras...

Há tal despejo em coisas tão primárias que passam despercebidas: a macrobiótica é uma alternativa nutricional milenar que acompanha a humanidade principalmente na China e na Índia (George Ohsawa, que o filósofo japonês (1893/1966) o transformou em sistema de ensinamentos Yukikazu Sakurazawa (Nyoiti). - Sakurazawa); chega ao ocidente muito cedo, mas também referenciado pelo livro Macrobiótica, escrito já em 1882 por Julius Hensel. Não temos percepção que a "Macrobiótica" é a religiosidade Ayurvédica transformada em educação e comportamento espiritual nos hábitos nutrcionales cidadãos.


Hoje em dia, isso é uma prática comercial carregada com marcas exóticas: "Vegano ", " Slow food " e coisas mercadológicas do consumismo e da alienação. Há muito tempo conheci um idiota que identificou-se como " Dr. No Slow Food ", apresentando o álibi que isso foi criado por um "comunista italiano " para justificar a importância social. Há muito tempo que os serviços do terceiro setor são pensados e formatados dentro dos órgãos de inteligência dos países industriais para atuar com ONGs mercenárias.

A Indústria de alimentos é hoje "tudo" e bem além da atividade ultrasocial da agricultura e sua missão, é o despejo total dela pelo agronegócio...

No México, o renomado chef René Redzepi abre um restaurante sobre as areias de Yucatán e oferece comidas tradições yucatecas pelo valor de 600 dólares a porção; na capital argentina, agora caba se oferece comida servida em uma pá de aço, sucos em um frasco de conservas com um buraco na tampa, empanadas em vidros do mesmo tipo a altíssimo preço.

Não é permitido pensar na contaminação por barinces e óleos impregnados ou libertação de metais pesados da liga de aço como Chumbo, Vanádio, Tungstênio, Lantanídeos e outros... (Foto1 e 2)




 

Na Ordem internacional anterior (Gatt, até ao Uruguay round) as espumas (poliestireno) eram já proibidas nos países da CEE (UE), da mesma forma que Tetrapak®. Hoje em dia, isso é uma epidemia de uso em todos os países, mesmo quando a ciência avançou quase 40 anos na toxicologia desses riscos e danos.

Na Agricultura, o mais grave é o surgimento de plantas mutantes (Qulites Mutantes) resposta fisiológica à utilização de herbicidas (2,4-D, Glifosato, Paraquato, Tordon e outros). Estas plantas usadas muitas vezes como fitofármacos, como o óleo de Conyza Canadensis (e. Canadensis); folhas e raízes de Bidens Pilosa ou milhares de outras, que apresentam contaminação por herbicidas em níveis tóxicos e desconhece-se a sua eficiência fitoterápica.

Em Londres o ex-espião russo-britânico Sergei Skripal e a filha foram assassinados com um agente nervoso fosforado, onde uma semana depois os peritos usam esta vestimenta, pois quem contactou com os mortos está internato com grave envenenamento.

Os britânicos sabem o que são os quirales toxicologicamente e o porquê da precaução, no entanto, os agrônomos latino-Americanos nem sequer sabem que são os resíduos, metabolitos e degradabólitos sinergizados (apurados) por fotooxireducción ou fotolipooxireducción. Mal sabem reconhecer uma ser, avaliar a sua condição de praga para, em último caso, recomendar um dosar com todas as precauções necessárias.

Bem, o núcleo ativo mais eficiente entre os ésteres fósforo são os derivados do ácido fosfonico (Sarin, metrô de Tóquio, vx, Iraque, Síria e etc. ) (Foto3).


No entanto, o herbicida mais utilizado no mundo é o Glifosato e Polaris, são derivados do ácido fosfónico, que têm ele omo metabolito (A.P.P., MPA, Ohmpa); Polaris é muito usado em cana de açúcar. Outro regulador hormonal é o Etrel (Etephon), de fórmula química ácido 2-Chlor ethyl phosphonico, que como é conhecido provoca a inibição da colinesterase cerebral, mas não tem nenhum efeito sobre a colinesterase plastmática.

Para se fazer análise da colinesterase cerebral é necessária a punção raquidial, o que em condições muito especiais em hospitais com infra-estruturas e neurocirurgiãos, acompanhados por bioquímicos, torna-se necessário, mas sequer temos os padrões enzimáticos para o teste, pelo custo.


Nos resíduos não há quem determine metabolitos porque os seus padrões precisam de ser produzidos e analisados simultaneamente, sem que se possa armazená-los, mesmo em glaciares temperaturas.

Estudava O ÁCIDO 2 Chlor ethyl phosphonico ou ethephon na "Wikigenes" Quando é acusado de ser responsável por epidemias de completas soja e outros fungos. Os dados sobre a destruição do sistema imunológico em cultura de café, citrus, videira, cana de açúcar, soja, algodão, milho, trigo e muitos outros propagam epifítias com o conseqüente aumento no uso de fungicidas, inseticidas e similares para o gaudio de café.

Os estudantes periféricos e aculturados e todos os setores do agronegócio, como eu tenho visto na TV e exposições e feiras do agro.

As academias, os governos e organismos multilaterais promovem essa onda de cumplicidade corrupta.

O "Bombeiro agroecológico" Deixa a pergunta (Foto4):


- O que devemos fazer para educar professores universitários, estudantes, jornalistas do agronegócio, editores de meios de comunicação, juízes, legisladores e burocratas de governos e acadêmicos cúmplices?
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*Engenheiro Agrônomo, ambientalista e escritor.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Academia contesta o Golpe de 2016


Montagem: Jornalistas Livres

Finalmente a comunidade acadêmica sulista também começa a aderir com mais efetividade a essa onda cidadã pelo respeito às garantias constitucionais e ao voto democrático neste País; com isso, todas as regiões do Brasil já estão representadas nesse movimento por luzes na política. Espera-se agora que outas instituições de nível superior federais, fundações privadas e estaduais também se insiram nesse debate, urgente e necessário para a volta da democracia. A outra frente será o movimento secundarista, que nunca fugiu da luta.

Leia matéria completa aqui.





terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Berço de Lata



QQ SEMELHANÇA COM UM ESTADO BRASILEIRO, NÃO É ACASO. "O grupo “Fat Soldiers” é um dos nomes que tem ganhado espaço no rap angolano. Formado por Soldier V, Timomy e Daniel A.K.A.M.P, o grupo começou seu percurso em 2010 com o lançamento da primeira mixtape, “Mentes da Rua”. Com músicas políticas, “Fat Soldiers” tem denunciado a vida dos pobres e dos oprimidos. "Berço de Lata" é o segundo single do disco “Sobreviventes vol. 1”, que consiste em um discurso contra a pobreza, a ignorância e a miséria." F: Soundcloud e Cenas que Curto.

A atualidade em Hannah Arendt


assustadoramente atual. "Eichmann ficava abatido ao visitar os campos de concentração, mas para participar de assassinatos em massa precisava apenas sentar-se em seu gabinete e mexer em seus papéis. Por sua vez, o homem do campo que acionava as câmaras de gás podia justificar a sua conduta dizendo que estava apenas cumprindo ordens superiores. A pessoa que assume total responsabilidade pelo ato evaporou-se. Talvez seja esta a mais comum característica do mal, socialmente organizado, da sociedade moderna.“ STANLEY MILGRAM, Obediência à Autoridade, p. 28.



sábado, 24 de fevereiro de 2018

PLANTANDO E COLHENDO MUITO ALÉM DE FRUTAS


  Ia só lembrar aqui, como registrei outras vezes, o valor de uma horta e um pomar doméstico, para além da saúde mental, das relações de sociabilidade que pode criar; sobre o pé de Araçá aqui de casa, que dá tanto, que, pra não desperdiçar, costumo distribuir aos vizinhos  
- e estes, volta e meia retribuem, generosamente, com alguma fruta ou produção artesanal própria, como o Mateus, que me trouxe há pouco uma bacia de butiás; ou como a minha vizinha Joelma, dias depois de eu deixar-lhe uns araçás para provar, retornou o pote com um belo pedaço de bolo de chocolate. Então, ia falar, de novo, o quanto é valiosa essa cultura de troca, de um “comunismo primitivo” e belo, como lembro bem a colega Márcia Camarano. 



Mas, aí, resolvi aproveitar e buscar alguns comentários, e até uma poesia, retirados de arquivos do próprio Face, desse nível de abordagem da vida local,  a partir de alguns bairros que passei ou morei, os quais reproduzo, com algumas fotos, pela pertinência do que quero tratar; dos valores discretos e silenciosos que nos cercam, incluindo uma poesia sobre um certo bairro da RMPA.

PONTO DE VISTA. Saindo da Orla, avisto uma jovem de uns 15 anos tendo uma leve queda, ao saltar ra calçada para a avenida, em uma  manobra de skate arriscada. Após ouvir dela, diante de minha manifesta preocupação, q está tudo bem, pergunto se não há pista de skate no povoado, ao q ela dispara: "Tem não, aqui nesse Francês não tem nada". Olho pra ela e o imenso mar verde q tem atrás de si e fico em um silêncio confuso entre a lástima e a admiração. (Marechal Deodoro, Al, junho, 2016)


 NO INTERIOR DE SP, HÁ UNS 10 ANOS, MOREI EM UMA RUA CHAMADA ALAMEDA DAS AZALEIAS, NO BAIRRO CHAMADO CIDADE JARDIM, ONDE CADA RUA TEM O NOME DE UMA ÁRVORE.




ARAÇÁ MADURINHO, DIRETO DO PÉ? TEMOS! Sim, a Natureza é generosa com todos, ainda q o capitalismo atice o individualismo nos espíritos humanos. Se cada um plantasse um pé de uma fruta ou hortaliça em sua calçada, teríamos uma gigante fruteira a céu aberto, de graça e para todos; mas... (Fevereiro, Alvorada, 2017)


 Um giro do Centro ao Mathias transforma o tempo e a paisagem da alma / Pela tarde, o fervilhar do sábado se transfere para cantos anônimos, mas cheio de vida / Entre o frio seco do shopping e o calor chuvoso dos arredores da rodovia, sorvetes, cinema, churrasquinhos e pés sujos / Transita entre os corpos por aí uma confluência que extravasa a rotina da caixa registradora / As cavidades das testas e as fachadas com janelões descascam frestas de outras Canoas


 / Misturam à paisagem gelada um quente cheiro de saudade / O clima parado e a brisa de silêncio rimam com chimarrão, praça ou calçada; para outros, a sorte no bailão / E na mesa do bar, em meio ao pretexto da cachaça triste, ou da cerveja alegre, se despertam histórias e sorrisos / Que socorrem o coração de uma modernidade apressada e veloz / Vai, então, a imaginação de um trem ao outro, sem pressa de descer na próxima estação / Sob essa sombra do tempo, mais ao Centro, um avião atento vigia a implacável passagem da história / 

Foto: PMC
Debaixo das asas, entre interiores e capitais, um tapete de cimento e piche dá liga às corridas por outros amanhãs... ... de sonhos, medos e mudanças. (Canoas, RS, Jan, 2017)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Cyrano Fernandez


A literatura, como a arte em geral, tem sua perenidade na linguagem universal profunda com que são retratadas certas obras, e isso faz toda a diferença entre um trabalho que modifica olhares e um mero produto da/para indústria cultural. É o que se vê em Cyrano Fernandez (Alberto Arvelo, Venezuela, 2007).  Essa produção latino-americana é uma versão da obra francesa Cyrano de Bergerac, que narra a saga de um militar, pensador e escritor parisiense do século XVII, e que tornou-se um clássico, transposto para a literatura e o cinema por autores de vários Países. A habilidade com as palavras e com a espada (no caso latino, a pistola) é uma dupla qualidade de Cyrano, que contrasta com sua aparência rude, que não seduz sua prima, Roxele (Jessica Grau). Esta, guarda seu amor para Cristian (Pastor Oviedo), o terceiro personagem desse triângulo romântico; nele, Cyrano é cercado pela contingência de assumir o papel de redator das cartas de amor do homem que corteja a mulher que ele ama, mas que sequer imagina a intensidade de seu sentimento. Em meio ao submundo violento do narcotráfico, na periferia de Caracas, Arvelo trabalha com sutileza dos extremos da gangorra da existência, que povoam todos nós: Beleza e Estranheza; Morte e Amor; Violência e Ternura, etc. O ator Edgar Ramirez, nesse aspecto, interpreta com maestria tais bipolaridades.  Nesses tempos de caricaturas políticas e tragédias sociais, é sempre revigorante ver um registro épico adaptado às possibilidades dramáticas que a vida na cidade alcançou, tanto para o bem quanto para o mal.



sábado, 17 de fevereiro de 2018

DA INTERVENÇÃO ELEITORAL.

Foto: Jornal GGN

"Não existe crime organizado que não tenha chancela, convivência, conivência e conveniência com setores do estado (...) a primeira coisa que não temos é mecanismos de governabilidade das polícias do Brasil (...) é preciso fazer do limão uma limonada; se tem uma intervenção, porque o RJ está ingovernável, é fundamental que se tenha uma auditoria imediata na PM, na PC, no CB e no sistema prisional, e é necessário observação externa e internacional (...) estamos diante de uma temporada de abertura das chantagens corporativas e das negociatas da segurança. Que Deus nos proteja".

Professora Jaqueline Muniz, Dep. Segurança Pública da UFF

Confira entrevista completa aqui.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

"O FINAL FELIZ DEPENDE DE ONDE VOCÊ COLOCA O PONTO”



Uma viagem carregada de incertezas, mudanças e metáforas. Assim é “Qué tan lejos?” (Tânia Hermida, Equador, 2006). Esperanza (Tania Martínez), una turista espanhola, e Tristeza (Cecilia Vallejo), uma acadêmica equatoriana, com objetivos diferentes, se conhecem em uma viagem de ônibus, interrompida pelo protestos na estrada. A partir disso, inicia um percurso de direção incerta pelo interior do Equador. Nos diálogos dessa trajetória, na qual se inserem outros personagens - com destaque para "Jesus" - misturam-se questões de valores, de relacionamento e de família, sempre sob o fundo de paisagens andinas transcendentais; além da fotografia, os contrastes entre as personalidades dos protagonistas é um elemento de interessantes singularidades.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

UMA FILME INFANTIL PARA ADULTOS.

Pra quem cresceu se impressionando com os monstros dos seriados orientais, para os quais sempre havia um herói que derrotasse, "Esperança" (Hope, Korea, 2013) é um chute no fígado; retrata um golpe frio e cruel sobre uma infância indefesa, que faz ter saudades daqueles monstros das séries de TV. Com oito anos, quando estava caminhando rumo a sua escola, em uma manhã chuvosa, So-won (Lee Re), sofre um estupro horrível. Submetida a uma complexa cirurgia, além dos danos físicos, a menina é afetada emocionalmente para sempre. Para superar isso, os pais, com a polícia, os enfermeiros, os vizinhos e os amigos compõe uma rede de apoio, que se torna vital para a recuperação da vítima. Sob uma linguagem metafórica, tanto quanto possível em um drama tão vivo, Hope é um filme que fala de violências, de como uma vítima pode o ser várias vezes, de vários jeitos; mas também fala de esperança, de amor e de renascimentos.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

E O PESSOAL VAI ME PODER ME VER?!















Manhã de domingo de carnaval é silêncio de cemitério na vila e deserto no campinho... mas, pera, nem tanto; ao longe, se move um sujeito em movimentos de trabalho. Se aproximando aos poucos, se confirma do que se trata, é Porquinho. Dá pra identificar também por Elton Quadrado da Silva, ma aí fica mais anônimo ainda.

Porquinho, este sim é o cara que marcou gerações de meninos que corriam nas peladas de futebol do Agriter entre os anos 70 e 80 – entre eles, este que vos escreve . Alguns iniciados por Porquinho no futebol enveredaram até pela carreira profissional; outros, infelizmente, decaíram pela dependência das drogas ilícitas, que concorriam as atenções dos garotos, já naquelas décadas. 

De qualquer modo, é uma multidão de gente que, onde quer que esteja, não pode esquecer desse treinador de timezinhos de várzea, já quase sexagenário, e que ainda segue a sua vida sempre informal, distribuída entre biscates (trabalhos eventuais a domicílio), relacionamentos livres e seus jogos de fim de semana, hoje já na categoria Master.

Na ocasião em que encontrei-lhe, nesta manhã, recolhia a grama solta que cobria toda extensão do campo, que a prefeitura baixou com máquina, mas deixou por cima, e ele, voluntariamente, se pôs a tirar. 

“Vamos precisar do campo pra jogar, comentei com os meninos que estavam ali, se queriam pegar um carrinho pra me ajudar, mas só riram. Se alguém quiser me dar um troco, eu aceito, claro”, comenta ele, sem parar de recolher o mato ainda verde, para encher outro carrinho e levar outra carga para as beiradas do campo. 


O tempo passou, e muitos atletas que ouviram os gritos de Porquinho durante jogos amistosos e oficiais já estão adultos, com famílias, e alguns, pais de novos meninos para correr no mesmo campinho.

Pessoas como Porquinho, em geral, não cabem dentro dos ditames quadrados que a nossa sociedade considera como normal, pois nem sempre se ajustam em conceitos como “Trabalhador Qualificado”, “Chefe de Família”, “Pessoa Direita”, “Bem-Sucedido” ou “Mulher Casada”, “Dona de Casa”, “Mãe Respeitadora”, “Estudante”, e assim por diante. 

Isto porque, por circunstâncias estranhas, às vezes, à si mesmo, percorreram caminhos árduos, em que a luta pela sobrevivência não deixou espaço para mais nada. 


Integram um amplo espectro social suburbano formado por trabalhadores informais, dependentes químicos, alcoólatras, ciganos, donos de bares, pedintes, artesãos, entregadores, andarilhos com deficiência, vendedores, enfim, membros vivos de um território de vida humana, que se confundem com ele, que marcam e contam a memória de um bairro, mas que, em geral, não são reconhecidos pelo que fazem ou se recusam a fazer. Mesmo assim, muitas vezes, não há como lembrar da história de uma rua, de um bairro ou de uma cidade, sem associá-los.

Não pude fazer mais por Porquinho que tomar-lhe alguns minutos de papo, levar uma garrafa de água gelada e prometer-lhe postar uma foto sua como forma de reconhecimento público pela sua iniciativa. E o pessoal vai me poder me ver?! – pergunta, com uma noção meio distante do mundo virtual. Acenei que sim... pelo menos pela tela do computador, pensei.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Do milho, dos milhões e de um momento fecundo

Sebastião Pinheiro*

Eu estava entretido, e muito, com o ensaio de Christopher Hill, "The English Revolution, 1640" escrito 300 anos depois, e atualizado na época do Caesar Eisenhower.

Lá contextualizaba, aos 71 anos, os personagens brasileiros corruptos que "São" no congresso e palácios nacionais primeiro em causa, onde uma valiza de dinheiro não é prova suficiente de corrupção; depois defendendo seus interesses privados por meio de gorjetas Nos três poderes "democráticos" o que se repete religiosamente em muitos outros países no mundo.

O ensaio é cuchia de muitas revoluções. Há outras que correm como rios sem canal ou intermitentes. É possível que o amigo que pregou no facebook: "São eleitos por pessoas que não usam o jornal para lê-lo, mas para se limpar na latrina".

Perdoem-me os historiadores, isto me serve para perceber que a revolução inglesa não é de geração espontânea em uma abiogênese política de John Needham 1713-1781, ela é resultado do tsunami da reforma de Martin Luther. O que houve foi a transferência do poder para aqueles que não usavam o jornal para limpar o...

Na América Latina 500 anos depois o negócio mais rentável é o apoio político de iglegias (de filigreses que não lêem jornais mas continuam a usar como Substitutos de "Milho" (em português sabugo e challas (foto) muito utilizado no campo como papel de jornal ou higiénico; essa e outras mafias estão em todos os lugares tirando dignidade aos multidões, camponeses e cidadãos (palavra ainda de pouco significado na Periferia do mundo).


Em 1981 eu estava em saarbrücken (sarre) quando chegaram dez estudantes do zimbabué, todos jovens e com marcas e comportamento de recém-saídos das frentes de batalha pela independência (zipra), que recebían o prêmio de treinamento alemão. Nos intervalos e finais de semana bebiam cerveja e discutiam sobre a eficiência dos " Janson rifle ", " Banana Magazine " e " G3 "...

O exemplo do zimbabué e o fim de mugabe, na sua forma demuenstra que, mesmo no coração colonial de África com uma nota de cem triliões de dólares (foto) a ética da burocracia de Weber pode ser identificada com a revolução inglesa, que sim Influencia 87 % de anglicanos e protestantes, enquanto a igreja de Roma é inferior a 7 %. Será por isso que a tentativa de 2009 contra mugabe, com os EUA, a Grã-Bretanha e 25 países mais não Teve sucesso?


Minha leitura foi interrompida por um e-mail com a falha do Supremo Tribunal de justiça do México que mantém a proibição da cultura de milho transgénico, a foto é mais do que educacional. Peço permissão para continuar a minha reflexão: conheci o país em 1998 pela questão dos transgénicos. Fui aluno nota máxima em cereais, mas percebi que não sabia quase nada comparado com os 12 mil anos que puseram na minha frente.

Naquela oportunidade ímpar eu disse: - a luta contra os ogm será dada no México dentro de mais ou menos vinte anos. Isso está gravado e há testemunhas.

Lá aprendi a tomar o pozol em santa Elena com o professor calderón; a sopa de pozoles cacahaucintle; conheci o "milho morango" e o puxa, lá de nayarit, mas me senti analfabeto em milho, pior que na latrina sem jornal, challas Ou "Milho". é assim que vejo a elite nacional brasileira que normatiza, veicula informações sobre transgénicos servil ao agronegócio.

Haveria necessidade de falha, onde todos soubessem ler jornais, a constituição e saber que a reforma antes de eliminar o poder Eclesiástico sobre o social, educou a todos para que as decisões colectivas nascerão nos indivíduos e atingir a humanidade e a natureza? (foto)


A falha me fez como no tango argentino: voltar aos dezessete depois de viver um século é como decifrar sinais sem ser sábio competente voltar a ser de repente tão frágil como um segundo voltar a sentir profundo como uma criança face a Deus isso é o Que sinto eu neste momento fecundo..
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*Engenheiro Agrônomo e Florestal, ambientalista e escritor